Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)


Local da foto: Niquelândia-Go
Indivíduo adulto

Espécie presente em todo o estado de Goiás.

Comum e fácil de detectar, de ocorrência ampla em borda de mata e capoeira, e em qualquer ambiente aberto com árvores, inclusive cidades. É raro em áreas densamente florestadas.

Pesa de 250 a 300 g, e mede de 31 a 41 cm, sendo os machos 20% menores que as fêmeas. Há grande diferença entre os adultos e os imaturos, sendo que os últimos podem ser confundidos com vários outros gaviões, pois apresentam a coloração marrom-carijó.

Pousa em locais expostos e costuma abanar a cauda para os lados; pode permitir grande aproximação. Em voo, intercala batidas de asas curtas e rápidas com planeios curtos. Às vezes plana alto, circulando com urubus em correntes térmicas. 

É um dos gaviões que mais vocalizam. Pousado, dá um grito de alarme agudo e anasalado, descendente, "kiiiééé", que lembra o grito do carrapateiro; em voo (às vezes pousado), dá uma série rápida de notas anasaladas "ké".

Sua ampla distribuição geográfica também se reflete nos seus hábitos alimentares generalistas, pois consome desde insetos até aves e lagartos. Procura os abrigos diurnos de morcegos para atacá-los enquanto dormem. Ataca ninhos de outras aves e por isso é ferozmente perseguido por suiriris, bem-te-vis e tesourinhas.

Como toda ave de rapina tem um papel indispensável no equilíbrio da fauna como reguladores da seleção. Evitam uma superpopulação de roedores e aves pequenas (como é o caso dos ratos e pombos nos centros urbanos) além de eliminar indivíduos defeituosos e doentes. 

O gavião-carijó vive em casais que constroem um ninho de gravetos revestido por folhas com cerca de meio metro de diâmetro, geralmente no topo de uma árvore grande. 

A postura de em média 2 ovos é depositada sobre um revestimento de folhas secas e incubada pela fêmea. Durante este período de cerca de um mês, a fêmea é alimentada pelo macho. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável, até dentro de uma mesma postura. Quando está reproduzindo pode tornar-se agressivo, atacando até mesmo seres humanos que se aproximem de seu ninho. 

A foto pode ser utilizada SOMENTE com a seguinte citação: 

*MELO, F. M. (2011). [WA467038, Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788)]. Wiki Aves - A Enciclopédia das Aves do Brasil. Disponível em: <http://www.wikiaves.com/467038> Acesso em: (coloque a data)

Fontes utilizadas:

*Wikiaves - A Enciclopédia das Aves do Brasil - disponível em: http://www.wikiaves.com.br/gaviao-carijo

*Gwynne, John A., Ridgely, Robert S., Tudor, Guy & Argel, Martha (2010). Aves do Brasil. Vol. 1. Pantanal e Cerrado. Editora Horizonte. pg: 72

Tico-tico-rei-cinza (Lanio pileatus)


Mede cerca de 13,5 cm de comprimento. A fêmea é parda-acinzentada nas partes superiores, esbranquiçada nas partes inferiores, com o peito e os lados estriados de cinzento. O macho quando excitado, abre e fecha a crista vermelha e negra.

É predominatemente granívoro, esmagando as sementes com o bico. Come também insetos e outros artrópodes.

Faz o ninho em formato de tigela, semi-esférico. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Seu ninho é parasitado pelo Vira-bosta (Molothrus bonariensis), que coloca os ovos para a fêmea do Tico-tico-rei-cinza chocar.

Vive na caatinga, mata seca e restinga. No Mato Grosso, Goiás e oeste de Minas Gerais aproxima-se do Coryphospingus cucullatus (Tico-tico-rei) encontrando-se com ele em certos locais e com ele hibridando-se. Anda no chão ou nos arbustos baixos, a pouca altura do solo.

Fonte: Wikiaves